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ARTIGO - Arquitetura estratégica do plano: Brand Core · ICP · Narrativa · Execução · Métricas

  • Foto do escritor: Wilson M Spinola
    Wilson M Spinola
  • 14 de jan.
  • 3 min de leitura

Introdução - Antes do plano existir, existe estrutura


A maioria dos planejamentos corporativos não falha pela execução.

Eles falham antes, naquilo que deveria sustentar a execução.

Em conversas com CEOs e heads de marketing, um padrão se repete todos os anos: Há metas, há cronograma, há volume…

Mas falta estrutura e processos.

E quando falta estrutura, o plano vira exatamente aquilo que as empresas tentam evitar:

mais esforço para o mesmo resultado.

Por isso, antes de discutir ações, é preciso discutir arquitetura, os pilares que tornam

qualquer plano possível, no papel e principalmente na prática.

Recentemente apresentamos as decisões que impedem um plano de colapsar, já este

artigo aprofunda a lógica:

Quais são os elementos que sustentam o crescimento de verdade? 1. Brand Core - O ponto de partida para qualquer decisão estratégica

Brand Core não é slogan, não é storytelling e não estamos falando sobre identidade visual.

É o raciocínio que orienta as escolhas difíceis, literalmente o coração do seu negócio.


Perguntas que raramente são feitas, mas deveriam abrir todo planejamento:

● O que torna nossa oferta inevitável para o cliente certo?

● O que nos diferencia em um cenário onde 80% das soluções parecem iguais?

● Qual é o papel da marca no negócio, não no marketing?

Sem esse centro de gravidade, tudo ao redor se dispersa.

Planos sem Brand Core dependem de esforço;

planos com Brand Core dependem de direção. 2. ICP Real - Sem clareza sobre quem vale a pena atender, o plano expande custos O problema não é “faltar público”.

É sobrar público e nenhum ser realmente prioritário.

ICP não é descrição demográfica.

ICP é seleção estratégica baseada em:

● risco percebido

● maturidade de compra

● criticidade do problema

● influência no comitê

● impacto financeiro de retenção

Quando o ICP é claro, o plano ganha foco.

Quando não é, o plano cresce horizontalmente e o custo de aquisição sobe junto.

ICP sólido não reduz alcance, reduz desperdício operacional.


3. Narrativa - A camada que transforma posicionamento em percepção


Nenhum plano resiste se a marca não sabe como se apresentar ao mercado.


Narrativa competitiva não é sobre contar histórias.

É sobre reduzir ruído.


A pergunta é:

“O mercado entende rapidamente por que somos diferentes?”


Sem narrativa clara:

● o comercial explica demais

● o marketing produz demais

● o time perde coerência

● o mercado compara apenas por preço


Com narrativa clara:

● a negociação encurta

● o CAC cai

● a preferência cresce


A narrativa é a ponte entre intenção estratégica e realidade de mercado.


4. Execução Alinhada - O ponto onde quase todos os planos se perdem

Muitas empresas acreditam que execução é ritmo.

Mas execução é coerência.


Ações só geram resultado quando existe um filtro:


● Isso reforça nosso posicionamento?

● Isso reduz esforço comercial?

● Isso sustenta vantagem de longo prazo?

● Isso gera consistência entre canais?


Planos que ignoram esses filtros crescem em movimento, mas não em direção.

E movimento sem direção é só custo com aparência de trabalho.


5. Métricas que sustentam crescimento, não volume


Se o que é medido não importa, o plano não importa.

As empresas costumam medir:

● frequência

● impressões

● alcance

● número de posts

Mas as métricas que realmente definem sucesso estratégico são:

● ciclo de negociação

● objeções eliminadas

● CAC e CAC payback

● retenção e expansão

● evolução da percepção

Essas variáveis não mostram esforço.

Mostram qualidade da decisão.

E é isso que diferencia planos que evoluem de planos que apenas se repetem ano após

ano.


Conclusão - O plano não começa onde a maioria acredita


A arquitetura estratégica existe para responder a uma única pergunta:

“Estamos construindo crescimento ou apenas organizando tarefas?”

Brand Core, ICP, Narrativa, Execução e Métricas não são etapas.

São decisões estruturantes.

Se essas decisões são tomadas corretamente, o plano se sustenta.

Se são ignoradas, o plano depende de esforço infinito e entrega pouco.

O objetivo deste artigo não é ensinar a planejar.

É mostrar o que precisa existir antes do planejamento para que qualquer ação faça

sentido.

Se ao ler isso você percebeu que seu plano está organizado, mas não arquitetado, deixe

nos comentários:

“Quero revisar a estrutura.”

Eu te respondo com um insight específico do seu setor.



Wilson M Spinola - CEO SPiCOM8
Wilson M Spinola - CEO SPiCOM8

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